quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Brigas

Brigar com a mãe da gente é a pior coisa que existe. Minhas brigas com a minha são sempre feias, a gente discorda em milhões de coisas e ela me tira do sério, no momento em que abro a boca para responder a já estou profundamente arrependida, não importa o motivo, sei que sempre vou estar errada ...
Droga ...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

Martha Medeiros

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Recomeço

Incrível como as vezes a inspiração vai embora ... Eu fico muitos e muitos meses sem aparecer por aqui ... e de repente, do nada, eu fico com vontade de entrar nesse mundo aqui que é só meu e escrever novamente.
Talvez seja por que aqui eu encontro refúgio, posso ser eu mesma ... e falar sobre coisas que ninguém sabe e que talvez nem eu mesmo saiba ...

sábado, 29 de agosto de 2009




E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana?

Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.

Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.

Martha Medeiros

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Tempos Dificeis

Realmente as coisas por aqui não estavam nada faceis !!
Chegou a hora de parar, pensar e agir ...
Deixei de lado coisas importantes mas que já não me traziam alegria e abri novos caminhos ... e fiz novas escolhas ...
Agora esta tudo melhor ...
Jah consigo respirar aliviada !

Ufaaaa

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ensaio Sobre a Cegueira

Ok. Eu sei bem que não tenho a mínima vocação para critica de filmes (e nem é essa minha intenção aqui), talvez por minha visão simplista e um tanto quanto superficial, mas diante desse filme eu não vou me calar.
Simplesmente um dos melhores que eu já vi (e olha que foram muitos), mas se me perguntassem se o teria visto caso soubesse como era, eu diria – Não!
O filme realmente é muito forte para mim, e se não fosse o namorado estar ao lado eu não teria agüentado ver até o fim.
Sei que sou muito emotiva, mas duvido que alguém naquela sala (lotada) de cinema não derrubou pelo menos uma lagrima, ou ao menos ficou seriamente angustiado e pensativo.
Simplesmente fenomenal.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Huahau

Achei isso no minimo engraçado !!
Huahau

Objetivando economizar tempo na leitura de diversos livros de grande importância na literatura mundial, segue um breve resumo de algumas dessas grandes obras.

1) Leon Tolstoi: Guerra e Paz. Paris, Ed. Chartreuse. 1200 páginas.
Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e porisso Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro.Fim.

2) Marcel Proust: La recherche du temps perdu. (Em Busca do TempoPerdido). Paris, Gallimard. 1922. 1600 páginas.
Resumo: Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dáum beijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486. vol. I), come umbolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1344, vol.VI) tem um ataquede asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe unsbeijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muitovelhinhos - e pronto.Fim.

3) Luí­s de Camões: Os Lusí­adas. Editora Lusitania.
Resumo: Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lheuma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logoresolvidos por uma deusa super-gente- fina), ganham a maior boa vidanuma ilha cheia de mulheres gostosas.Fim.

4) Gustave Flaubert: Madame Bovary. 778 páginas.
Resumo: Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com opadeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da merceariae um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se emorre.Fim.

5) William Shakespeare: Romeo and Juliet. Londres, Oxford Press.
Resumo: Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famí­liasproí­bem o namoro, as duas turmas saem na porrada, uma briga danada,muita gente se machuca. Então um padre tem uma idéia idiota e os doismorrem depois de beber veneno, pensando que era soní­fero.Fim.

6) William Shakespeare: Hamlet. Londres, Oxford Press.
Resumo: Um prí­ncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo,quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada, que entretanto sesuicida ao saber que o prí­ncipe matou o seu pai para se vingar do tioque tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O prí­ncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado.Fim.

7) Sófocles: "Édipo-Rei" - tragédia grega. Várias edições.
Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz eacaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso,séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vaipelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta.Fim.

8) William Shakespeare: Othelo
Resumo: Um rei otário, tremendo zé-ruela, tem um amigo muito fdpque só pensa em fazê-lo de bobo. O tal "amigo" não ganha um cargo nogoverno e resolve se vingar do rei, convencendo- o de que a rainha estádando pra outro. O zé-mané acredita e mata a rainha. Depois descobreque não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traí­ra. Prende o cara e fica chorando sozinho.Fim.

Você economizou a leitura de pelo menos 7.000 páginas !!!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Nossos Velhos

Esse texto dela ... Martha Medeiros... me emocionou de verdade ! E me fez pensar em 1001 comisas que eu faço de errado !
Vale a pena !

Nossos Velhos
Pais heróis e mães heroínas do lar. Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos.
Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça.
A heroína do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá de implicar com a empregada.
O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra?
Envelheceram….
Nossos pais envelhecem.
Ninguém havia nos preparado pra isso.
Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez deles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional.
Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam.
Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu.
Estão com manchas na pele.
Ficam tristes de repente.
Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
É complicado aceitar que nossos heróis e heroínas já não estão no controle da situação.
Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina.
Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo.
Ficamos irritados e alguns chegam a gritar se eles se atrapalham com o celular ou outro equipamento e ainda não temos paciência para ouvir pela milésima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido.

Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.
Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi.
Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais.
Com todas as nossas irritações, só provocamos mais tristeza àqueles que um dia só procuraram nos dar alegrias.
Por que não conseguimos ser um pouco do que eles foram para nós? Quantas noites estes heróis e heroínas passaram ao lado de nossa cama, medicando, cuidando e medindo febres !!
E nós ficamos irritados quando eles esquecem de tomar seus remédios, e ao brigar com eles, os deixamos chorando, tal qual crianças que fomos um dia.
É uma enrascada essa tal de passagem do tempo.
Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros…
Ainda mais quando os outros são nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar e sabíamos que estariam com seus braços abertos, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.
Façamos por eles hoje o melhor, o máximo que pudermos, para que amanhã quando eles já não estiverem mais aqui conosco possamos lembrar deles com carinho, de seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que eles tenham derramado por nossa causa.
Afinal, nossos heróis de ontem… serão nossos heróis eternamente

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Infinita Highway

" (...)Estamos sós e nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar
Mas não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir
Não queremos ter o que não temos... nós só queremos viver
Sem motivos, nem objetivos, estamos vivos e isso é tudo ... "

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Zica !!

Ja faz algum tempo que a minha saúde anda me pregando umas ... mas essa foi a gota d'agua viu !
To precisando me benzer urgente !!
Esse ano ja tive predra nos rins ... depois o estomago e fiquei dias só tomando liquido, passando mal e etc ... agora que estava melho disso tudo e super feliz da vida, me deparo na manhã de sabado com um olho mais vermelho que o o outro !!! Pensei ... "Deve ser uma conjutivite de nada ... " ... vou ao oftalmologista e qual não é a minha surpresa ao descobrir uma ulcera de córnea !!!
Agora é tratar direitinho porque a médica disse que é perigoso !
Fala sério neh !! O que foi que eu fiz ??

Alguém ai conhece uma boa benzedeira por esses lados ??

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O Livro


Não sei se já havia comentado aqui, mas sou uma leitora compulsiva. Leio tudo que chega em minhas mãos, livros, revistas, textos, quadrinhos etc .
Amo, principalmente, os livros... Para mim eles têm uma certa magia... O livro antigo pra mim, guarda um pouquinho de cada um que o leu e de cada emoção que despertou...
Bom... Fato é que peguei o livro “Cidade do Sol - Khaled Hosseini” emprestado e fiquei fascinada... Estou na metade do livro e achando o maximo!!
E por um motivo básico... Esse foi o primeiro livro que me fez chorar!!! E por ser o primeiro vai ser mais difícil de esquecer do que qualquer outro.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Intimidade


Houve um tempo, crianças, em que a gente não falava de sexo como quem fala de um pedaço de torta. Ninguém dizia Fulano comeu Beltrana, assim, com essa vulgaridade. Nada disso. Fulano tinha dormido com ela. Era este o verbo. O que os dois tinham feito antes de dormir, ou ao acordar, ficava subentendido. A informação era esta, dormiram juntos, ponto. Mesmo que eles não tivessem pregado o olho nem por um instante.

Lembrei desta expressão ao assistir Encontros e Desencontros. No filme, Bill Murray e Scarlett Johansson fazem o papel de dois americanos que hospedam-se no mesmo hotel em Tóquio e têm em comum a insônia e o estranhamento: estão perdidos no fuso horário, na cultura, no idioma, e precisando com urgência encontrar a si mesmos. Cruzam-se no bar. Gostam-se. Ajudam-se. E acabam dormindo juntos. Dormindo mesmo. Zzzzzzzzzzz.

A cena mostra ambos deitados na mesma cama, vestidos, conversando, quando começam a apagar lentamente, vencidos pelo cansaço. Antes de sucumbir ao mundo dos sonhos, ele ainda tem o impulso de tocar nela, que está ao seu lado, em posição fetal. Pousa, então, a mão no pé dela, que está descalço. E assim ficam os dois, de olhos fechados, capturados pelo sono, numa intimidade raramente mostrada no cinema.

Hoje, se você perguntar para qualquer pré-adolescente o que significa se divertir, ele dirá que é beijar muito. Fazer campeonato de quem pega mais. Beijar quatro, sete, treze. Quebram o próprio recorde e voltam pra casa sentindo um vazio estúpido, porque continuam sem a menor idéia do que seja um encontro de verdade, reconhecer-se em outra pessoa, amar alguém instintivamente, sem planejamento. Estão todos perdidos em Tóquio.

Intimidade é coisa rara e prescinde de instruções. As revistas podem até fazer testes do tipo: “descubra se vocês são íntimos, marque um xis na resposta certa”, mas nem perca seu tempo, a intimidade não se presta a fórmulas, não está relacionada a tempo de convívio, é muito mais uma comunhão instantânea e inexplicável. Intimidade é você se sentir tão à vontade com outra pessoa como se estivesse sozinho. É não precisar contemporizar, atuar, seduzir. É conseguir ir pra cama sem escovar os dentes, é esquecer de fechar as janelas, é compartilhar com alguém um estado de inconsciência. Dormir juntos é muito mais íntimo que sexo.


quinta-feira, 17 de julho de 2008

Tempo

Nossa e esse tempo seco na capital de São Paulo ????
Não consigo dormir direito, minha garganta esta ruim e meus olhos secos !!
Po São Pedro, mando uma chuvinha ai pra gente !!
Eu li qua a humidade relativado ar abaixo de 30 já é estado de atenção ... mas aqui estamos em 13 % !! Ta dificil de aguentar viu !!!
Acho que só fazendo dança da chuva !

Huahuahua

Alguémtem uma diquinha para os meus problemas respiratórios ??

terça-feira, 15 de julho de 2008

Sumida

Ando sumida daqui porque ando com a cabeça meio vazia. Não consigo escrever nada, mal consigo me comunicar ...

Venho ao trabalho pq é o que me sustenta ... vou pra casa por que é pra lá que eu tenho que voltar ! Mas a vontade, de verdade, era de não sair da cama pela manhã e não falar com ninguém o resto do dia !

Acho que to numa faze de reciclagem de ideias, uma fase pra coloca-las no lugar ... To dando ferias pra minha mente !!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Capital Inicial - Algum Dia


Ninguém nunca te disse
Como ser tão imperfeito
Você tem tão pouca chance
De alcançar o seu destino
É fácil fazer parte
De um mundo tão pequeno
Onde amigos invisíveis
Nunca ligam outra vez

Talvez até porque
Ninguém ligue pra você

Se você quer
Que eu feche os olhos
Pra alguém que foi viver
Algum dia lá fora
E nesse dia
Se o mundo acabar
Não vou ligar
Pra aquilo que eu não fiz


Faz muito pouco tempo
Aprendi a aceitar
Quem é dono da verdade
Não é dono de ninguém
Só não se esqueça que atrás
Do veneno das palavras
Sobra só o desespero
De ver tudo mudar


Há vida lá fora
Vida lá fora
Há vida lá fora
Vida lá fora

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Segundo a Wikipédia (e o meu médico tbém) o meu tormento de sempre e de hoje, pra variar, é esse ai :

A enxaqueca é uma condição clínica configurada por vários graus de dores internas na cabeça. Por vezes uma dor no pescoço ou na zona cervical é também interpretada como enxaqueca. A enxaqueca resulta da pressão exercida por vasos sanguíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos. O termo cefaléia é também utilizado para designar qualquer dor de cabeça, podendo, no entanto, ser uma enxaqueca ou não (de facto, por vezes, a cefaléia ou dor de cabeça pode não ser uma doença mas um sintoma de outra, como um tumor cerebral, uma meningite, um derrame cerebral ou sinusite aguda, por exemplo).

terça-feira, 1 de julho de 2008

segunda-feira, 30 de junho de 2008

???



Se fosse feita uma enquete nas ruas com a pergunta: "Você tem a vida que pediu a Deus?", a maioria responderia com um sonoro "quá quá quá".
Lógico que alguém desempregado, doente ou que tenha sido vítima de uma tragédia pessoal não estará muito entusiasmado. Mas mesmo os que teriam motivos para estar (aqueles que possuem emprego, saúde e alguma relação afetiva, que é considerada a tríade da felicidade) também não têm achado muita graça na vida.
O mundo é habitado por pessoas frustradas com o próprio trabalho, pessoas que não estão satisfeitas com o relacionamento que construíram, pessoas saudosas de velhos amores, pessoas que gostariam de estar morando em outro lugar, pessoas que se julgam injustiçadas pelo destino, pessoas que não agüentam mais viver com o dinheiro contado, pessoas que gostariam de ter uma vida social mais agitada, pessoas que prefeririam ter um corpo mais em forma, enfim, os exemplos se amontoam.
Se formos espiar pelo buraco da fechadura de cada um, descobriremos que estão todos relativamente bem, mas poderiam estar melhor.
Por que não estão?,
Ora, a culpa é do governo, do papa, da sociedade, do capitalismo, da mídia, do inferno zodiacal, dos carboidratos, dos hormônios e demais bodes expiatórios dos nossos infernizantes dilemas. A culpa é de tudo e de todos, menos nossa.
Um amigo meu, psiquiatra, costuma dizer uma frase atordoante. Ele acredita que todas as pessoas possuem a vida que desejam. Podem até não estar satisfeitas, mas vivem exatamente do jeito que acham que devem. Ninguém as força a nada, nem o governo, nem o Papa, nem a mídia. A gente tem a vida que pediu, sim.
Se ela não está boa, quem nos impede de buscar outras opções?Quase subo pelas paredes quando entro neste papo com ele porque respeito muito as fraquezas humanas. Sei como é difícil interromper uma trajetória de anos e arriscar-se no desconhecido. Reconheço os diversos fatores - família, amigos, opinião alheia - que nos conduzem ao acomodamento.
Por outro lado, sei que este meu amigo está certo. Somos os roteiristas da nossa própria história, podemos dar o final que quisermos para nossas cenas. Mas temos que querer de verdade. Querer pra valer. É este o esforço que nos falta.
A mulher que diz que adoraria se separar mas não o faz por causa dos filhos, no fundo não quer se separar. O homem que diz que adoraria ganhar a vida em outra atividade, mas já não é jovem para experimentar, no fundo não quer tentar mais nada.
É lá no fundo que estão as razões verdadeiras que levam as pessoas a mudarem ou a manterem as coisas como estão. É lá no fundo que os desejos e as necessidades se confrontam. Em vez de nos queixarmos, ganharíamos mais se nadássemos até lá embaixo para trazer a verdade à tona. E então deixar de sofrer.


Martha Medeiros

segunda-feira, 23 de junho de 2008

E um dia você aprende que ...


Depois de algum tempo você aprende a sutil diferença entre segurar uma mão e acorrentar uma alma ...
E você aprende que amar não significa apoiar-see companhia não quer sempre dizer segurança, e você começa a aprender que beijos não são contratose presentes não são promessas.
E você começa a aceitar suas derrotas com sua cabeça erguida e seus olhos adiante,com a graça de adulto, não a tristeza de uma criança.
E você aprende a construir todas as estradas hojeporque o terreno de amanhã é demasiado incerto para planos,e futuro tem costume de cair em meio do vôo.
E depois de um tempo você aprendeque até mesmo a luz do sol queima se você ficar exposto por muito tempo.
Então você planta seu próprio jardim e enfeita sua própria alma,ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que você realmente pode resistir...que você realmente é forte e que você realmente tem valor
E você aprende e aprende...com cada adeus, você aprende.


Veronica A. Shoffstall